Desafios do Envelhecimento para Ciência, Tecnologia e Inovação

Desafios do Envelhecimento para Ciência, Tecnologia e Inovação

No dia 29 de novembro, nossa diretora técnica Ina Voelcker participou do Evento Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde 2017: conectando pesquisas e soluções do Ministério de Saúde. O evento ocorreu nos dias 29 e 30 de novembro em São Paulo e teve como objetivo promover discussões sobre os maiores avanços do desenvolvimento científico, tecnológico e da inovação em saúde, trazendo grandes nomes nacionais e internacionais de áreas da saúde, com vistas à troca de conhecimento e ao estímulo a produção científica inovadora no país. No evento também foi entregue o Prêmio de Incentivo à Ciência e Tecnologia e Inovação para o SUS.

Ina participou do Painel 3 – Os Desafios do Envelhecimento Populacional, apresentando sobre a Revolução da Longevidade. A partir de uma exposição de dados demográficos ela falou sobre outras tendências globais, além do envelhecimento populacional, como a migração, as mudanças climáticas, o risco geopolítico, o duplo cargo de doenças não-transmissíveis e transmissíveis, desigualdades e a Quarta Revolução Industrial.

Ela também ressaltou a importância que diante destas tendências globais é indispensável em investir em ciência, tecnologia e inovação que levam em conta o envelhecimento populacional – usando o marco político do envelhecimento ativo como ponto de partida. Ina também destacou o conceito da resiliência como essencial a ser pensando no contexto de inovações e tecnologias voltadas às pessoas idosas e concluiu que ter propósito, como uma dos recursos essenciais para desenvolver resiliência, é importante não só para indivíduos, comunidades e sociedades, mas também para tecnologias e inovações. Ela encerrou sua fala com algumas questões abordadas no relatório do IV Fórum Internacional da Longevidade, como, p.ex., como identificar e dar voz àqueles com capacidade limitada de se expressar?

Antes de passar a palavra ao próximo palestrante, o Prof. Dr. Kaizô Beltrão da FGV-RJ, que apresentou dados sobre morbidades, Ina ressaltou o quanto é importante levar em conta universalidade e igualdade quando for desenvolver ciência, tecnologia e inovação. A terceira palestrante, a Profa. Dra. Márcia Carréra Campos Leal da Universidade Federal de Pernambuco apresentou seu trabalho no Núcleo de Atenção ao Idoso.

O debate foi moderado pela Profa. Dra. Yeda Duarte da USP que, entre outros aspectos, levantou o ponto que “nunca podemos ver o envelhecimento como problema.” Envelhecer é viver e viver é envelhecer.

http://portalsaude.saude.gov.br/…/o-min…/sctie-raiz/ctis2017

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